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1 -
O que é um paciente especial e como o dentista deve capacitar-se para atender às suas necessidades?
R:
Pacientes especiais ou portadores de necessidades especiais são indivíduos que apresentam desvios no padrão de normalidade de sua condição física, mental, orgânica e/ou de sociabilização. Essa condição pode ser de caráter transitório (ex.: gravidez) ou permanente (ex.: paralisia cerebral). O dentista que se propõe a atender pacientes especiais precisa ter conhecimento das características e particularidades desses indivíduos. Para essa finalidade, existem vários cursos, estágios e literatura científica que capacitam o profissional para o tratamento odontológico. O consultório é basicamente semelhante aos outros, porém há necessidade de espaço físico adequado (rampa, portas, corredores amplos) e, muitas vezes, instrumentos odontológicos de tamanho reduzido.
2 -
Qual a real necessidade do tratamento odontológico em um paciente especial com comprometimento severo?
R:
Todo indivíduo, mesmo aquele mais comprometido, deve ter boas condições bucais para que sejam evitadas complicações na função de mastigação e deglutição, assim como para evitar focos de inflamação e infecção que causam dor e podem afetar outros órgãos e, finalmente, a saúde geral do indivíduo.
3 -
A partir de que idade um bebê especial deve ir ao dentista?
R:
Assim como um bebê normal, o bebê especial deve ir ao dentista antes mesmo de ter “nascido” o primeiro dente de leite, para que o profissional institua um programa de prevenção à cárie e a outras doenças bucais.
4 -
Que tipos de cuidados caseiros os pais ou responsáveis devem ter para melhorar as condições bucais desses pacientes?
R:
Os cuidados caseiros são essenciais para a prevenção de várias doenças. O primeiro cuidado básico é referente à higiene, que deve ser efetuada após as refeições. Se for necessário, o paciente pode lançar mão de recursos especiais, como escovas com adaptadores, dedeiras, passa-fio etc. O segundo cuidado é referente à dieta, que deve ser nutritiva, evitando-se os alimentos ricos em açúcares e os pastosos. Os horários corretos das refeições precisam ser observados. Medicamentos com muito açúcar, salvo contra-indicação médica, devem ser dados junto com as refeições. Como terceiro cuidado básico, ressalta-se o uso do flúor tópico na forma de dentifrícios, que deve ser realizado diariamente, e o uso de soluções fluoretadas na forma de bochechos, que pode ser instituído de acordo com as possibilidades do paciente para sua execução, bem como, de acordo com o risco para o desenvolvimento da doença cárie.
5 -
A alimentação especial que muitos desses pacientes têm prejudica os dentes?
R:
Em alguns casos, sim. A consistência pastosa dos alimentos dados a pacientes que não conseguem mastigar é um exemplo. Nessas situações, o cuidado com a higiene deve ser redobrado, o que infelizmente não acontece na maioria das vezes.
6 -
O “stress” de um tratamento odontológico pode agravar o estado emocional do paciente?
R:
Algumas vezes, sim. É necessário que o dentista coloque para o paciente e familiares os benefícios do tratamento odontológico para que ele se sinta “cuidado”. Há aqueles que apresentam menor capacidade de entendimento ou são mais ansiosos. para eles, o tratamento odontológico apresenta-se como um fator estressante. O profissional pode lançar mão de recursos terapêuticos que visem minimizar essa situação desfavorável.
7 -
Como conseguir cooperação para o tratamento quando o paciente apresenta comportamento agitado?
R:
Vários métodos podem ser utilizados, desde o condicionamento verbal, passando pela contenção física, até métodos de sedação. Como último recurso, é usada a anestesia geral para a execução do tratamento. A opção dependerá da condição em que se apresenta o paciente, do contexto familiar geral e da preferência do profissional.
8 -
Os métodos utilizados não podem traumatizar o paciente?
R:
Desde que bem indicados e bem executados, não. O método utilizado deve ser adequado ao paciente de modo a não traumatizá-lo.
9 -
Pode ser utilizado “calmante” para o tratamento?
R:
Sim. Os sedativos ou “calmantes” são muito benéficos em várias situações, melhorando o comportamento do paciente e, conseqüentemente, as condições de trabalho do dentista.
10 -
Quais os problemas bucais mais comuns nos pacientes especiais?
R:
Os problemas mais comuns são a cárie e a doença periodontal, sendo esta última decorrente de problemas de ordem local, geral ou medicamentosa (anticonvulsivantes). O tipo de patologia que o paciente apresenta, como, por exemplo, distúrbios neuropsicomotores, pode acarretar sérios problemas de oclusão, decorrentes principalmente da hipotonia muscular (flacidez), levando a alterações na relação maxilomandibular.
11 -
O atendimento odontológico pode desencadear convulsões naqueles pacientes que já tiveram crises?
R:
O atendimento odontológico, em si, não desencadeia convulsões nesses pacientes. Mas o dentista precisa tomar cuidado para evitar certos estímulos que podem desencadear crises, como, por exemplo, acender o foco de luz de forma abrupta no rosto do paciente. O dentista que cuida de pacientes especiais sabe como proceder para evitar essas crises. De qualquer forma, é sempre importante lembrar que o paciente não deve interromper sua medicação para o tratamento odontológico.
 
     
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